Nome: Bruno
Idade: 20
Signo: Touro
Cidade: Rio de Janeiro
Estou fazendo: 1º período de Propaganda e Publicidade
Estilo musical: Rock, reggae, MPB e variantes.
Contato: bronksey@hotmail.com
Sobre: Extrovertido (nem sempre e as vezes passando da conta), um pouco fechado quando deslocado, amigo de todos,
timidez como defesa pessoal, preguiçoso (às vezes o meu corpo não corresponde a minha vontade), impacientemente tolerante.
Prefiro música ao vivo ao invés de boate, barzinho com os amigos ao invés do desespero insassiável de procurar diversão. Por
pior que seja o programa, eu estando com os meus amigos, é diversão garantida.
Em época de eleição o que mais se vê e ouve são palavras bonitas, gestos firmes, movimentos de mãos de quem está sempre batendo martelo a cada vírgula que se faz num discurso e toda aquela farfalhação. Para que isso? Para parecerem o mais credíveis possível. Alguns até exageram, o que faz com que haja um 'overtrainning' de credibilidade.
Mas há algum mal nisso? Quando queremos convencer ou persuadir alguém a aceitar alguma idéia usamos de técnicas naturais presentes nos nossos discursos. A mais usada e funcional é o apelo emocional. Talvez não assumidamente na maioria das vezes quando se está defendendo algo racionalmente. Para mim a emoção está implícita (e explícita quando é honesta) em todo momento.
Tratar de um tema corriqueiro dos nossos dias pode ser emotivo e/ou racional. Tratar de um problema social ( tema corriqueiro dos nossos dias? ) pode sim ser emotivo e/ou racional. Tudo bem, não generalizarei, mas para MIM, sim! Um texto meu, feito por mim, pensado por mim em poucos minutos, numa visão minha, sim, pode ser brilhante, mas de idéias pobres. Mas o que é uma idéia pobre ?
Há um tempo foi escrito um parágrafo argumentativo sobre um problema social. Ao ser analisado, este foi taxado como retórico e criticado por isso. A pergunta então feita: "Será que a idéia foi pobre?". Então resolvi analisar por mim mesmo e li o seguinte :
"Mais um em muitos que passam em branco socialmente. João, Pedro, Antônio, que diferença faz? Que diferença fez? Ninguém nunca quis saber. Este com certeza não vai ter qualquer homenagem oficial. Sua coluna no jornal será lida como qualquer do dia-a-dia, talvez seja mais importante um esperado beijo televisivo. Não terá um feriado em luto, pelo contrário, sua família terá que fingir que nada aconteceu. Há outra família para tomar conta.".
É notável a idéia do parágrafo? Há interpretação a fazer? Tal parágrafo foi baseado numa letra de Chico Buarque de Holanda, Construção. (clique na música).
Em suma, a retórica, além de um recurso persuasivo, é uma arte, pouco apreciada por aqueles que seguem regras, mas é uma arte.
Dudu diz :
vai assistir o jogo aonde ?
Bruno diz :
não sei ainda ...
Dudu diz :
partiu Baronneti? R$20,00 de consumação e rodada de chopp a cada gol do Brasil.
as amigas da Naty já vão estar lá... se quiser chamar alguma mulher pode chamar que é de graça.
e chama o Biscoitão tb...
Bruno diz :
claro ! apesar de estar sem dinheiro, vou almoçar agora e faltando uma hora para começar o caos no trânsito, por que não?
Tomei o banho mais rápido da minha vida e fui me econtrar com "Dudu" para finalmente partir em direção à zona sul. Como já
foi dito no 'chat' à cima, eu estava sem dinheiro e fui torcendo para que lá aceitasse cartão (e rezando para eu
não virar um consumidor ousado demais).
Liguei para o Biscoitão e para dar uma enfraquecida no time, ele também estava com problema de dinheiro, além de morar do
outro lado do mundo. Dei uma insistida, ele não deu o braço à torcer. "Deixa para a próxima." Ao ouvir a clássica
frase, no final deixei uma mensagem profetizada "Não haverá próxima, cara.". Isso resume tudo.
Após 20 minutos lá estávamos. R$ 4,00 para o estacionamento rotativo, afinal íamos ficar um bom tempo por lá. Agora sim eu
estava sem nada literalmente no bolso.
Demos a volta na preça, que eu não sei o nome, para chegar finalmente na Baronneti. Ninguém na porta, nem previsão de chegar
alguém. O barzinho ao lado parecia ser o point da rua. Esperamos um pouco para ver se surgia alguma idéia enquanto
ouvia-se das televisões pelo redor aquela vinheta da Globo:"Ao toque de 5 segundos..." .
Desespero. Jogo prestes à começar e a gente sem lugar para ver. Todos os bares cheios. E sair de casa, mudar de 'zona' para
assistir o jogo em pé era muito suplício para pouco pecado. Mas era o que parecia que ia acontecer quando após rodar um pouco
por Ipanema e Leblon me vi em pé assistindo o começo do jogo numa barraca de cachorro-quente.
"Dudu", com sua sabedoria e atitude suprema, perguntou para alguém importante por ali (segurança, guardador, não lembro) onde
que tinha telão mais próximo. "Segue reto, atravessa a praça e continua seguindo que vai dar lá na Cobal". Como um
desbravador de zonas, lá foi o imponente "Dudu" com a típica frase de filmes de Hollywood quando em alguma situação difícil o
herói fala para seus protegidos : "Fiquem aqui. Já volto.".
Naty e eu já estávamos sofrendo com as emoções do jogo e quase já acostumados com a situação de assistir o jogo todo em pé
numa barraca de cachorro-quente quando o celular toca. Era "Dudu", o desbravador de zonas. Repetiu para Naty o trajeto que
percorrerá e lá fomos nós.
Perfeito. Uma, duas, três, quatro, cinco televisões no mesmo canal. Cada uma de um tamanho. Até tv de plasma. A voz de Galvão
Bueno ecoava pelo lugar. - sinceramente, ele quase sempre é chato nos comentários, puxa-saco dos jogadores brasileiros, mas
constatei que ele dá muito mais emoção ao jogo, até mesmo quando não tem nada tão emocionante assim - . Sentamos numa mesa
dividida com mais duas meninas que aparentemente estavam quase na mesma situação que a gente, não pelo dinheiro, mas pela
falta de lugar para ver o jogo.
Eu já seco, querendo algo para beber e acompanhar o jogo. Perguntei se aceitavam cartão. "SIM". Beleza !!! Pelo menos isso.
Chopp só para começar. Ao mesmo tempo que queria me concentrar no jogo, deliciava tal bebida gole a gole para render até o
final do primeiro tempo, pelo menos, até porque não faltava muito.
Intervalo. 1 x 1. As meninas na mesma situação não agüentaram e foram eliminadas. Comentários da partida. Cada um com suas
teorias, críticas, vários Parreiras e Zagallos sentados a minha volta.
Eu naquele deserto orçamentário, quando de repente duas gênias (que gênias... ai ai) saíram de uma lâmpada mágica, que eu não
faço idéia onde estava, e vieram falar comigo e o "pessoal" da nossa mesa. Eu duro, sem mais nada a perder, só faltava ser
expulso do recinto por consumir pouco (sei lá, né?). Chegaram toda sorridentes com o seguinte discurso: Olá. Nós estamos
representando o site globoesporte.com e queremos saber se vocês são assinantes da Globo.com. Se não forem, gostaria que vocês
dessem o nome e o telefone para futuramente entrarmos em contato com vocês com nossas vantagens. Em troca, nós convidamos
vocês a entrarem em nossa área vip reservada com tudo por nossa conta, só precisam usar esta camiseta que é de uso
obrigatório.". Antes e depois da parte "... convidamos a entrarem em nossa área vip com tudo por nossa conta... " eu não
ouvi mais nada. Tudo o que eu queria estava neste trechinho aí.
Agora o Brasil poderia perder, a luz poderia acabar que tudo ia ser festa. Pizza, caipifruta, espetinho, caipifruta, batata
frita, caipifruta, pizza de chocolate, chopp e outro chopp. Nunca quis tanto que um jogo do Brasil demorasse duas horas a
mais, mesmo sem nem mais saber quem tava jogando. Para completar o começo da noite, só faltava eu ganhar no sorteio do Faustão.
De pança cheia e bolso vazio, voltei para casa feliz e contente. Dormi no sofá, acordei quase chorando querendo mais, porém a
minha idéia utópica da realidade havia se acabado. De volta ao mundo real.
Eu já falei das férias que passei em Ilha Grande no pós-carnaval.
O que é "pós-carnaval"?
R: Temos o pré-carnaval, que vem antes do carnaval; o carnaval, que é o carnaval em si; e o pós-carnaval, que vem após o, já dito, carnaval.
Internas à parte...
Finalmente coloquei o videzinho que fiz com as fotos divertidas dias divertidos nesse lugar fantárdico. Acabei de colocar no You Tube.
Como não se lembrar de figuras lendárias daquele lugar, como : Gon-gons, Botos, Guaiamuns com seus escudos e lanças, Bob Esponja e Patrick e o famoso Boléte, que todos comentavam por lá de maneira eufórica.
Barracas, vinhos, chuva e xingamentos à parte ('tá tranquilo, tá tranquilo'), foram dias supremos.
O vídeo está aí para provar o quanto divertido pode ser uma viagem inesperada com sérias restrições orçamentárias.
Para os que viram, não custa nada ver de novo; para os que ainda não sabem da existência disso, vale a pena dar uma espiadinha.
É. Realmante tá escrito 'December' mas o programa que é burrinho.
Estrelado por: Biscotão (ou Frescão agora hahaha), Rato, Curupira, Nhonho (vulgo Gabrle), Potter, SUFOCA e criancinhas demoníacas que invadiram o acampamento.
Quem não conseguir ver o vídeo, infelizmente perderá uma obra divinê.
- Endoscopia ? Sim. É nessa sala aí mesmo. Isso, sala 2!
Não sei o seu nome, só sei que está aqui sentada e eu esperando a porta abrir. Seus olhos por tras das lentes, seu sorriso que me faz sorrir, sua pele banhada com leite das mais belas rosas que devem existir. Seu jeito sereno de ser já me diz quem você é. Pergunto-lhe as horas, onze e cinco, não me importa mesmo saber, só quero ouvir sua voz, o jeito que respira, que olha.
Quero saber se sua beleza condiz com seu verdadeiro ser. Tenho muito à falar, mas me faltam palavras, não sei por onde começar, será que já comecei? Claro que não. Estou pensando, pensando e o tempo passa. Tudo vai acabar em alguns instantes. Vou embora e nunca mais irei vê-la de novo. Você é muito linda - como queria que ouvisse meu pensamento. Será tímida demais a ponto de nem olhar para mim? Mais tímida que eu? Não sei o que está passando na sua cabeça agora, nem sei se ainda existo para você, mesmo que por só agora.
Poucas palavras eu ouço de você. Sua conversa respeitosa e carinhosa com a senhora ao lado está me forçando fuxicar suas histórias. Entro no assunto ou não entro? Serei muito intrometido? Vou esperar mais um pouco. Uma hora vocês irão acabar falando de algo que me realmente interesse, apesar de que tudo em você me é interessante.
Por que? Por que tenho essa mania de sistematizar minhas ações ? Timidez ou orgulho desacerbado? Por que não consigo não gostar de alguém bonita e simpática? Por que será que esta fórmula me cativa tanto? E se cativa, por que eu não faço nada além de ficar pensando, deixando o tempo passar?
A porta infelzimente abriu. Sinal que o tempo acabou. O gongo soou e nada pôde ser feito. A luta com a timidez foi encerrada. Levanto-me. Trago minha avó para sentar-se e esperar eu agilizar seus documentos. Ela senta e a conversa entre vocês três começa. Como ?! Em segundos já têm assuntos comuns e em horas eu não consegui dar uma palavra além da pergunta das horas.
O resultado do exame sairá daqui há 20 dias. Peguei os documentos e marquei a próxima consulta. Acho que não tenho mais o que fazer aqui. Vamos, vó! Tudo certo. Olho para ela pela provável, e quase certa, última vez na vida. Me despeço da senhora por educação e dela por arrependimento de que no enorme espaço de tempo entre sua chegada e minha saída, só consegui dizer praticamente oi e ciau.
Mais uma vez deixo minha oportunidade escapar pelas mãos. Quando virá a próxima? Será que antes do cometa Harley? Espero que venha depois da minha doença chamada timidez ir embora.
O que te deixa mais depressivo?
Um dia sem ter o que fazer?
Um dia frio sem ter o que fazer?
Um dia frio e chuvoso sem ter o que fazer?
Um dia frio e chuvoso sem ter o que fazer ouvindo músicas choradas?
Um dia frio e chuvoso, sem ter o que fazer ouvindo músicas choradas após uma briga com sua(seu) namorada(o)?
Nessas horas que eu não faço a menor questão de ter uma namorada para não haver qualquer motivo de briga e eu terminar na última alternativa.
Passei a tarde toda baixando vídeos e músicas do Dashboard Confessional. Vocal um tanto chorado e emotivo, violões às vezes maltratados pela emoção e usa-se muito só a voz e o violão, dipensando uma banda com guitarras, baixo e bateria.
Perceberam no radical "emo" citado em "emotivo" e "emoção" no paragráfo anterior? Daí vem o estilo da banda: emo, ainda um pouco desconhecido por aqueles que só ouvem o que toca toda hora por aí. A maioria de suas músicas apresentam apenas um vocal, um violão e letras no melhor estilo "ela me deixou", "sem você eu não vivo", resumindo, tudo o que um grupo de pagode gostaria de tocar, porém sem pandeiros, cavaquinho, cachaça e pessoas sambando. O que diferencia é a atitude. Não foge as batidas de rock'n roll podendo tomar qualquer estilo derivado. O vocalista do Dashboard Confessional, por exemplo, usa um topetinho bem "na moda" e ao mesmo tempo tatuagens nos braços demonstrando uma certa rebeldia.
Para quem quiser conhecer algumas músicas da banda, recomendo: The Best Deceptions, Vindicated (trilha sonora do Homem Aranha 2), Hands Down e Screaming Infidelities. Para começar, procurem por Vindicated. Neste exato momento que vos escrevo, estou ouvindo Bend and Not Break.
Nada como uma música choarada para combinar com esse dia tão chuvoso, cinzento e frio. Mas cuidado !!!Se você é um(a) mal-amado(a) fique longe de objetos cortantes e antidepressivos.
Não sei se dá para perceber (na verdade dá porque eu to vendo) uma flanelinha em cima da caixa da bateria. Pois é. Alguém antes da gente fez o favor de perder um parafuso da caixa que acabara (pretérito mais que perfeito, que bonito) de ganhar uma pele nova. Como a pele estava muito esticada, foi usado esse traquejo para abafar um pouco o som que estava muito estridente. Outro pequeno problema, que dessa vez acho impossivel de perceber, foi o som. Havia um eco muito estranho e só disponibilizávamos de 1 microfone pois o outro estava no estudio ao lado (normalmente há até 3 miscronfes na sala onde estávamos).
Por esses e outros motivos (o desgaste e estresse provocado por todas as outras adversidades citadas no post anterior), uma idéia surgiu: "Vamos tentar abater o preço. Não é justo pagar por algo que não está 100% conservado). E foi o que eu como líder (deu pra perceber um ar de estrelismo nesta frase?) fui falar com o dono do local.
Nunca foi tão fácil pexinxar. Claro, ele deve ter ficado triste pois logo que comecei a falar sobre o assunto, ele abaixou a cabeça aparentemente abatido com tal degradação o seu local de trabalho. Deu para tirar R$ 5,00 do preço total que íamos pagar, o que resultaria no aluguel das peças da bateria por uma hora, nada mais justo.
Como um integrante já havia deixado o local de forma não muito elegante, não pensamos duas e vezes e fomos gastar os 5 reais em esfirras no Habbib's logo ali perto. Claro que dividir 5 reais em esfirra para 4 jovens famintos fica inviável, foi apenas um pretexto para darmos uma esticada no tempo colocando os assuntos em dia, afinal não tínhamos esse momento de conversa livre de qualquer intervenção feminina desde, talvez, o ensino médio.
Entre uma conversa e outra, o que sobrou da "banda" ainda chocada com os problemas enfrentados no estúdio, decidiu tomar outro rumo. Miguez já fazia parte de outra banda que no momento estava precisando de um baterista e um guitarrista, já que o baterista desistiu junto com o o baixista e o guitarrista oficial assumiu o baixo.
Agora sim eu me encontrava numa banda de verdade com baixista, dois guitarristas e um vocal que canta "Like a Stone" como ninguém.
O dia que eu mais esperei para ensaiar. Depois de algumas horas resolvendo o real futuro da "banda", marcamos um ensaio para quinta-feira passada.
Olhando as fotos é perceptível um possível engajamento dos integrantes, além de um contentamento por parte do "público" lá presente (vide cara esperto de boné para trás). Porém palavras, neste caso, falam mais do que mil imagens. Esse foi o pior ensaio que a banda já teve.
Problemas de atraso totalizando quase uma hora (marcamos para as 3:00h e só começamos quase 4:00h, o relógio na foto do meio não engana). Falta de entrosamento dos integrantes: Miguez não sabia as letras direito, eu ainda estava frio para certas músicas com infinitas viradas e repiques no meio da música, Luciano sem paciência preferia trocar toda hora de música ao invés de tocarmos apenas uma até conseguirmos tirá-la por completo. Fora os solos/músicas/ riffs/acordes fora do planejado (típico de guitarrista) que tomavam mais ainda o tempo.
Nada saiu como o esperado e no final ainda rolou uma centelha de desintendimento de apenas um integrante que preferiu deixar o estúdio antes da banda sair. Mas tudo tem suas compensações. (...)
"Ainda que falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor,
seria como bronze que soa ou como um címbalo que tine. E ainda que tivesse o
dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e ainda que tivesse toda a
fé, de maneira tal que tranportasse os montes, e não tivesse amor, nada
seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos
pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, e não tivesse
amor, nada disso se aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; não é invejoso; o amor não trata com
leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os
seus interesses, não se irrita, não suspeita o mal; não folga com a
injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo
suporta. O amor nunca falha, mas havendo profecias, se aniquilará, havendo
línguas, cessará, havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos, e em
parte profetizamos. Mas, quendo vier o que é perfeito, então o que é em
parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como
menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos po espelho um enigma, mas então veremos face a face;
agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estres três, mas o maior
destes é o amor"
Foi baseado neste texto que Camões escreveu seu mais conhecido poema
musicado por Renato Russo com o nome de Monte Castelo. Só há uma única
estrofe própria do Renato Russo que diz "Estou acordado e todos dormem todos
dormem todos dormem/ Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face".
Numa aula de Técnicas de Redação foi citada a música Monte Castelo da Legião
Urbana. O tema da aula era intertextualidade, que no caso foi a citação do
poema por Renato Russo.
Eis o poema musicado :
Ainda que eu falasse a língua do homens
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece
O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria
É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder
É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É um ter com quem nos mata a lealdade
Tão contrário a si é o mesmo amor
Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem
Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria
Este tópico eu já venho trabalhando mentalmente há algum tempo e esperei o
momento certo para publicar. Na verdade, o que será tratado caberá em
qualquer momento, apenas esperei o dia que eu tivesse certeza do que estava
pensando para colocar aqui e esse dia chegou.
Tudo o que sentimos de mais forte e que muitas vezes chamamos de amor, não
passa de um sentimento mundando que nos confunde muitas vezes. A paixão
ilude e cega. A paixão seria aquele relógio que você sismou em comprar. Um
dia o relógio quebra e você compra outro melhor. O amor seria o mesmo caso,
mas ao invés de comprar outro relógio, você tenta consertar.
Posso estar sendo um pouco radical, mas o amor em seu verdadeiro significado
ainda não nos é conhecido. Um sentimento tão puro e honesto não pode se
resumir a um relacionamento homem-mulher, como muitos fazem essa ligação com
a palavra amor. Também não pode simplesmente estar numa adoração por mais
forte que seja, o que acontece quando fanatismo fala mais alto que a razão.
Nenhuma amizade, nenhum amor de mãe, de pai, nenhum irmão ainda possui
realmente esta ferramenta.
Não estou dizendo que não exista amor nos exemplos citados. É óbvio que
existe, principalmente no amor maternal. Estou falando de algo muito maior
que isso. Talvez seja tão sublime que sua explicação seja impossível no
momento. Que consiga ser sofredor e benígno, que não tolere a injustiça mas
perdoa a honestidade. É algo realmente ainda longe da nossa capacidade de
total entendimento pois não vivemos nada igual a isso.
Todos estamos em busca da felicidade, mas fica impossível ser feliz quando
estudamos apenas para trabalhar e trabalhamos apenas para receber. Quando
crescemos, nossos mais puros sentimentos são trocados pela ganância, nossos
prazeres são carnais, nos conformamos com o momento ao invés de construirmos
uma eternidade.
Cena da semana : Pelo vidro do ônibus não podia ouvir nada, mas nenhuma
palavra seria necessária ao ver um pai que aparentava ser desprevilegiado
socialmente e seu filho, ainda de colo. Ele falava alguma coisa para o filho
(eu não conseguia fazer leitura labial, pois seu rosto estava muito próximo
da criança e seu boné o cobria). Várias interpretações eu podería fazer, mas
nenhuma seria encaixaria melhor ao perceber ele ensinando palavras ao filho
que repetia sílaba a sílaba, transbordando ingenuidade e pureza no olhar de
criança recebendo intercalados beijos do pai.
Ps.: O texto que Camões se baseou está no maior best-seller de todos os
tempos, a Bíblia (1ª Epístola aos Coríntios).
Ps 2.: Não sou nenhum conhecedor bíblico, muito menos envagélico. Não estou
levantando qualquer bandeira religiosa. Apenas refleti e me concretizei no
que sem saber já havia sido escrito há milhares de anos.
(Imagem sem nada a ver com o tópico de hoje. Talvez um esboço de uma possível-futura-tatuagem.)
Aniversário comigo é quase (90 %) sempre igual. Se cai em um dia de semana, deixo para comemorar no final de semana seguinte, sábado com os amigos, domingo com os familiares.
Fiquei a semana inteira bolando o que fazer no final de semana com os amigos. Queria que fosse uma coisa bem democrática para que todos pudessem ir sem qualquer desprazer. Eu tinha em mente umas 9 pessoas, número razoável para formar o tradicional "bonde". Dessas 9 pessoas, 8 retornaram o aviso. Agora o número começa a cair vertginosamente. Das 8, 1 pessoa dependia da outra para ir, sendo que esta tinha um churrasco que era de tarde mas que de algum modo ficava "inviável" de sair a noite, tira 2. Das outras 6, 2 eram um casal de namorados, sendo que a namorada não estava muito bem e o namorado não ia sem ela (nem tinha como fugir, coitado, ela estava na casa dele), menos 2 (vai guardando).
Todas essas baixas na lista do "bonde" estavam ococrrendo enquanto eu me arrumava para sair e eram umas 4:00h (eu tinha marcado 4:30h na Saens Peña com o Renan pois nós íamos de ônibus já prevendo que não ia dar para rolar carona para todo mundo). Toalha na cintura, calça na mão e o telefone não parava de tocar e cada vez era uma má notícia.
Já se passava de 4:50h e ainda havia gente me ligando para "confirmar a falta". Consegui sair de casa lá para as 5:00h e finalmente me encaminei ao ponto de ônibus com destino à Saens Peña (Ah sim! O Renan!). 5, 10 , 15 minutos e nada do maldito ônibus. Como eu já estava atrasado, peguei um táxi com idéia de encontrar com o Renan, depois o Nhonho (meu companheiro de shows perdidos) e assim ir direto ao destino final encontrar com a galera (que a essa hora o único que tinha certeza que ia era eu).
Fiz sinal para um taxi, entrei. Após alguns minutos, meu celular continuava tocando já sem quase bateria e eu tendo q falar rápido, não só pela bateria mas pelo motorista safado que se aproveitou do momento em que eu falava no telefone para seguir um caminho que não tinha nada a ver. Por sorte e pelo meu estresse eu engrossei com ele e pronto, mostrei logo quem mandava ali ( é isso mesmo! ).
Quase chegando à primeira parada, Renan me liga dizendo que estava passando mal e que precisava voltar para casa. Só faltava essa. Disse a ele que já estava perto, que estava de taxi, mas não adiantou. Ao chegar, paguei o taxi e saí, choviscava, e adivinha. A chuva apertou justamente na hora que eu saltei. Quando tudo parecia já perdido, meu celular, como não poderia ser diferente, tocou enquanto eu atravessava as duas pistas da Saens Peña no meio da chuva com carros nos dois sentidos, procurei por ele e nada. Ele realmente havia ido. Não tirei a razão dele, realmente 1 hora de atraso é muita (desculpe o termo chulo, tem gente aqui que nem fala essas coisas) sacanagem.
Voltando para a conta. Dos 4 que já eram (literamente), 1 voltou para casa. Restaram 3.
Mais uma ligação. Agora do Miguez confirmando realmente que ia mesmo com todos os furos e contra-tempos. Era a esperança que me faltava. Liguei para o Nhonho e finalmente fomos rumo ao destino final.
No meio do caminho ficha caiu (nessas horas é melhor você não raciocinar em cima dos problemas): se todo mundo que ia não foi mais, o que eu estava fazendo dentro do ônibus podendo ir de carro com o Miguez?
Eu acabei de escrever um tópico imenso, e já sabendo que a sessão ia expirar, copie e a sessão relamente expirou.
Ao me logar de novo sem querer clique em "COPIAR TOPICO", um recurso que o BLOGGER criou para tentar resolver o problema de sseão expirada, porém ele não salva tópico todo, apenas uma parte. Isso realmente me deixa IRRITADO, pois de certa forma não foi erro meu, mas sim de um botão que está lá para "ajudar" e no final me prejudicou...
...
Nem acredito, vou ter que ficar escrevendo no bloco de notas, salvando, copiando e colando sempre!
Agora fiquei sem atualizar decentemente e o pessoal que entra sempre aqui, mais uma vez vai ficar sem ler nada de interessante.
Não pude deixar de pegar emprestado sem avisar essa imagem feita pela Patrícia em homenagem ao meu aniversário.
Tenha os devidos créditos! Te adoro!
Todos os dias do ano poderiam ser assim: você acorda, sua mãe fala manso com você e nem implica se está atrasado ou não, você chega na faculdade e todos os seus amigos te abraçam, sorriem para você e você nem sempre consegue retribiur tamanha consideração, seu celular toca a cada 20 minutos. Parece que o mundo finalmente gira em torno de você. Resumindo, você vira pop.
Dia 28 de abril de 1986. Sou apresentado ao mundo e desde então começo a fazer parte de uma "experiência alienígena na qual todos nós, seres-humanos, estamos sendo observados por E.Ts que se encotram nas profundezas geladas da Antártida" (Trecho extraído de uma mente brilhante capaz de inventar as mais inacreditáveis histórias, Rafael Lazéra, 2001). Bom, olhando de um ponto de vista pseudo-científico, esta até que não seria uma má explicação, uma vez que ninguém até hoje conseguiu explicar a grande incognita da humanindade: quem somos, de onde viemos e para onde vamos?. Essa explicação exo-atmosférica foi melhor do que achar que a vida é curta e temos que aproveitá-la ao máximo, que para mim é como achar que a água começa na torneira e termina no ralo, mas aí o assunto é completamente diferente.
Hoje realmente foi um dia muito bom apesar de comum. A forma que fui tratado pelos amigos fez com que a rotina de hoje se tornasse especial. Todo mundo perguntando a minha idade e senti que desiludi muita gente por causa de suas respostas. Uns falavam "Nossa, que velho!", outros "Ah, novinho!". Sinceramente gostei mais da segunda resposta. Se o espanto foi saber que eu sou novo, é porque talvez eu não aparente a idade que tenho, não fisicamente falando (há uma certo choque de idade entre a minha aparência e personalidade).
Bom, muito obrigado a todos os que lembraram de mim espontaneamente hoje, não esquecendo também os que foram ajudados pelo orkut (de 107 recados foi para, em torno de, 140 hoje).
Agora eu vou ali porque tem uma torta magnífica de chocolate me esperando. FUI !